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Archive for the ‘Conto’ Category

Conto: encerramento

Parabéns a você que já leu, estudou, fez perguntas e comentários acerca dos textos sugeridos (“Natal na barca”, “Felicidade clandestina” e “O gato de botas“). Para encerrarmos a série de contos, tenho ainda outra sugestão que espero que acolham também: estudar o texto “Moça Tecelã”, que está na nossa apostila (p. 59). Observem a riqueza dos recursos da escrita utilizados pela autora, a estrutura da narrativa, as características do conto…

E para você que já está contagiado pelo mundo das narrativas, convido-lhe, também, a ver o pôr do sol ao estilo de Lygia Fagundes Telles!

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Leitura complementar: contos

A fim de que possamos nos aprofundar mais no conteúdo estudado nesta semana – o conto -, sugiro a leitura destes dois textos. O primeiro é exemplo de conto popular, e o segundo, de conto de fadas.

Página 2: Felicidade clandestina, de Clarice Lispector

Página 3: O gato de botas, de Charles Perrault.

Clique abaixo para ler:

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Estudo extra

O que torna o texto “Natal na barca” um conto? Há várias características. Identifique-as!!! Não deixe de observar os recursos da escrita utilizados pela autora, o jogo de sentido nas cores, o uso das maiúsculas no final do texto. Observe também como se dá a verossimilhança: interna ou externa?.

Bons estudos

Natal na barca

Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.

O velho, um bêbado esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um amigo invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.

Pensei em falar-lhe assim que entrei na barca. Mas já devíamos estar quase no fim da viagem e até aquele instante não me ocorrera dizer-lhe qualquer palavra. Nem combinava mesmo com a barca tão despojada, tão sem artifícios, a ociosidade de um diálogo. Estávamos sós. E o melhor ainda era não fazer nada, não dizer nada, apenas olhar o sulco negro que a embarcação ia fazendo no rio.

Debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro, silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos vivos. E era Natal.

A caixa de fósforos escapou-me das mãos e quase resvalou para o rio. Agachei-me para apanhá-la. Sentindo alguns respingos no rosto, inclinei-me mais até sentir as pontas dos dedos na água.

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