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Archive for the ‘Redações de alunos’ Category

Como estamos estudando, o processo da escrita envolve uma gama de conhecimentos e recursos que embelezam a mensagem nos sensibilizando. Delicie-se com o texto da Ingridy Peixoto ( 3º ano 2008) no qual ela faz um fantástico jogo metalingüístico, cheio de humor e graça!

Cecília: meu pretérito imperfeito

por Ingridy Peixoto – 3º D / M4

Interjeição! Sinal gráfico insuficiente e mesquinho! Como ousa minha gramática dizer que com elas, ou por meio delas, o emissor manifesta ao interlocutor o que sente?! Veja você se um ‘Valha-me Deus!’, um ‘Macacos me mordam!’ ou um ‘Viva!’ será capaz de manifestar tudo que sinto por Cecília.

Quando a vi pela primeira vez, Cecília tornou-se sinônimo de menina bonita. Hoje, Cecília é a palavra mais polissêmica do dicionário. É alegria, aversão, alívio, dor, desejo, espanto. Agora, diga-me: qual interjeição expressa tudo isso de uma vez só?

Sujeito. O famoso sujeito, o ser de quem se fala. Cecília é o sujeito de todas as minhas orações: coordenadas, subordinadas substantivas, adjetivas ou adverbiais. Cecília é sempre meu sujeito. Não! Minto! Ela é também agente da passiva: meu coração foi quebrado por Cecília. E meu coração, meu pobre coração é sujeito paciente. Quão paciente! Sofredor, demente, recorrente, inconseqüente!

Tornei-me um neologista. Cecília, originalmente um substantivo próprio (mas impróprio para mim), deu origem ao advérbio de modo ‘ceciliamente’ graças ao processo de derivação sufixal. Seu significado: de maneira violenta. Aplicação em uma frase: ‘Meu coração foi quebrado ceciliamente’.

No começo era tudo subjuntivo… se nos casássemos… quantos filhos teríamos… quantas vezes nos apaixonaríamos um pelo outro. Terminou em imperativo: ‘Nunca mais me apareça!’, ‘Vê se me esquece!’. É também impressionante como variam os vocativos de ‘meu bem’, ‘amor’ e ‘docinho’ para ‘idiota’, ‘frouxo’ e ‘vagabundo’.

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Reuni aqui as redações de quatro dos meus alunos do 3º ano de 2008, duas das quais já foram mostradas em sala. Lembrando que o vestibular passado pediu que os candidatos produzissem um artigo de opinião segundo o tema “O uso da tecnologia é paradoxal à vida saudável?”

Boa leitura!

Socorro, vovó!

Ah, a tecnologia! Em qualquer grande cidade está presente. Até mesmo nas ruas é fácil percebê-la: os tais MP3 viraram moda entre os jovens. Agora as novidades são os televisores de plasma, recém batizados no mercado brasileiro. É excitante ver como as propagandas relacionam beleza e jovialidade com as novas tecnologias, que saem a todo instante. Ser “high-tech” está na moda.

Pena que toda essa euforia não se reflete nos cuidados com a saúde. No último século o número de de crianças e jovens sedentários aumentou gritantemente. Não digo, pois, que isto é todo fruto da modernidade da época atual, mas sim de um equilíbrio entre vida digital e vida real que está comprometido.

No Brasil, em especial, é fácil perceber isto. Há 50 anos atrás as crianças brincavam nas ruas: pique-esconde, pular corda, futebol… Hoje já somos o segundo país que mais passa horas na internet, sendo em maioria os jovens e adolescentes os grandes responsáveis por tal posição. O sedentarismo aparece, então, como uma realidade.

Não sou, de forma alguma, contrário a essa modernidade. Aliás , penso que esta é fundamental à medicina e aos nossos lares. O que deve ser feito é equilibrar o uso delas para se ajustar a uma vida saudável. Há como conciliar saúde com tecnologia, mas para isso deve-se impor limites.

Penso o que meus avós falariam disso tudo. “O fim dos tempos” – proclamariam. Não quero acreditar nisso. Tenho certeza de que tal limite pode ser atingido, afinal, a tecnologia é criada para melhorar nossas vidas, não? Ah, se vovó estivesse viva…

Ricardo Gadótti Bedin (M4/2008)

Esta redação obteve nota 6,0.

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Estes foram os três textos enviados pelo terceiro ano para o segundo concurso de desenho e redação da Controladoria-Geral da União (CGU), “O que você tem a ver com a corrupção?”, promovido no estado de Mato Grosso pela TV Centro-América (link). Foram produzidos pelos alunos Ricardo Gadótti (M4), Kenner Langner (M7) e Phillipe Marcell (M4). Clique no link abaixo para lê-los.

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