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Archive for the ‘1º bimestre’ Category

A cidade

A todos vocês que conseguiram ou pelo menos tentaram ver a cidade em sua complexidade, como um lugar significativo da experiência humana, como algo que propicia a reflexão e aceitaram o desafio de desenvolver uma narrativa que atendesse às exigências do vestibular Unicamp – 2004 eis alguns resultados que valem a pena conferir:

  • No primeiro arquivo, há dois textos considerados nota 10 pela banca da Unicamp;
  • No segundo arquivo, há dois textos também considerados nota 10, produzidos por alunos do 3º ano 2008.
  • No terceiro arquivo há, também, dois textos que, além de atender às exigências do vestibular Unicamp 2004, desenvolveram o gênero conto, e mais: são textos de alunos do 3º ano 2009!!!

Downloads: Primeiro arquivo, segundo arquivo, terceiro arquivo.

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Exemplo 1

Minha mudança

Certo dia eu, um simples coitado sem saber onde ir e onde ficar, no desespero de um desempregado com filhos e mulher para tratar, caminhava pela rua. Entrava nas lojas, nas fabricas, postos de trabalho, cemitério e até igreja atraz de emprego,e tudo o que recebia: varios não.Eu num outro dia na minha inconformidade caminhando pela rua me deparei com um carro de som de uma rádio famosa da cidade, onde me chamou atenção um amigo de infância, um amigo de festas, de classe, de paqueras, que fomos separados pelo destino. Vagarosamente me aproximei dele, acanhado com medo do que eu podia me deparar, dirigi minha palavra a ele:

– Bom dia, por acaso você é o Roberto? O homem olhando espantado, vendo uma pessoa mal trajada, imaginando quem era esse mendigo, respondeu-me: – sim, quem é você de onde te conheço? Eu respondi:

– Você lembra de algum Luiz que já foi seu visinho companheiro de escola? O homem olhando espantado respondeu sim e eu logo retruquei, esse Luiz sou eu. Ele espantado com que estava acontecendo foi logo me abraçando. Conversamos um bom tempo até que ele me perguntou: – Você está trabalhando e eu respondi que não, e ele me disse: eu sou dono dessa radio e quero que você começetr abalhar amanhã comigo Com o tempo eu fui fazendo varios cursos de radialista, me especializei em locutor. E hoje estou aqui, feliz, narrando a história da minha vida e o que o radio fez com ela.

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Baixe a prova mensal de redação do 1º bimestre, com o tema Rádio.

Download: Prova mensal – Rádio

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Como vimos no capítulo 07 da apostila Poliedro, escrever uma história é como tecer um tapete num tear: os fios ficam disponíveis, é preciso usá-los a todos, um a um e na ordem certa para desenhar antecipadamente o que se planejou.

Para não corrermos o risco de deixar algum fio solto dentro da história e perdermos com isso a coerência da narrativa, é necessário PLANEJARMOS a nossa história. Quando falamos em planejamento, não estamos falando em rascunho. Já que os dois processos são necessários. Primeiro, planeja-se; depois, rascunha-se.

O planejamento é primordial, pois através dele tem-se o domínio sobre o que se vai escrever, já que se tem a visão do todo da história, e tendo a visão do todo é possível saber quais detalhes devem ser explorados, quais podem ser suprimidos, quais recursos podem ser utilizados. É possível perceber se as partes do texto são coerentes entre si e a proposta.

Vamos, então, aos passos assinalados:

1º) Ler a proposta e as instruções identificando os dados importantes para relacioná-los a seguir.

2º) Ler o tema a coletânea fazendo o levantamento das informações importantes.

3º) Definir as possibilidades de desenvolvimento da proposta levando em consideração a coletânea e o gênero solicitado. (pelo menos duas possibilidades)

4º) Analisar as duas possibilidades desenvolvidas e optar por uma delas.

5º) Reler a coletânea identificando dados importantes referentes aos elementos da narrativa.( somente dados presentes na coletânea)

Narrador:

Personagens:

Espaço:

Tempo:

Outros:

6º) Definir o enredo do seu texto, ou seja, como você iniciará a história? Quem estará lá? Onde estará? O que acontecerá depois? Qual será o momento máximo do texto? Como terminará?

a)Seqüência Inicial:( personagens, espaço, tempo)

b) Desenvolvimento ( complicação e clímax):

c) Desfecho:

Título:

7º) Agora que seu texto está planejado, escreva a sua história. Ao fazer isto, não se esqueça dos detalhes importantes relativos ao uso da linguagem para o gênero solicitado.

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Como estamos estudando, o processo da escrita envolve uma gama de conhecimentos e recursos que embelezam a mensagem nos sensibilizando. Delicie-se com o texto da Ingridy Peixoto ( 3º ano 2008) no qual ela faz um fantástico jogo metalingüístico, cheio de humor e graça!

Cecília: meu pretérito imperfeito

por Ingridy Peixoto – 3º D / M4

Interjeição! Sinal gráfico insuficiente e mesquinho! Como ousa minha gramática dizer que com elas, ou por meio delas, o emissor manifesta ao interlocutor o que sente?! Veja você se um ‘Valha-me Deus!’, um ‘Macacos me mordam!’ ou um ‘Viva!’ será capaz de manifestar tudo que sinto por Cecília.

Quando a vi pela primeira vez, Cecília tornou-se sinônimo de menina bonita. Hoje, Cecília é a palavra mais polissêmica do dicionário. É alegria, aversão, alívio, dor, desejo, espanto. Agora, diga-me: qual interjeição expressa tudo isso de uma vez só?

Sujeito. O famoso sujeito, o ser de quem se fala. Cecília é o sujeito de todas as minhas orações: coordenadas, subordinadas substantivas, adjetivas ou adverbiais. Cecília é sempre meu sujeito. Não! Minto! Ela é também agente da passiva: meu coração foi quebrado por Cecília. E meu coração, meu pobre coração é sujeito paciente. Quão paciente! Sofredor, demente, recorrente, inconseqüente!

Tornei-me um neologista. Cecília, originalmente um substantivo próprio (mas impróprio para mim), deu origem ao advérbio de modo ‘ceciliamente’ graças ao processo de derivação sufixal. Seu significado: de maneira violenta. Aplicação em uma frase: ‘Meu coração foi quebrado ceciliamente’.

No começo era tudo subjuntivo… se nos casássemos… quantos filhos teríamos… quantas vezes nos apaixonaríamos um pelo outro. Terminou em imperativo: ‘Nunca mais me apareça!’, ‘Vê se me esquece!’. É também impressionante como variam os vocativos de ‘meu bem’, ‘amor’ e ‘docinho’ para ‘idiota’, ‘frouxo’ e ‘vagabundo’.

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Os textos que serão produzidos ao longo do ano de 2009, assim como nos anos anteriores, serão corrigidos com os critérios avaliativos utilizados na UFMT. Segue abaixo os detalhes desse critério.

HABILIDADE 1 (valor: 1,0)

Nesta habilidade será observado se houve o atendimento do gênero discursivo proposto com o domínio dos traços composicionais, bem como se houve uma interação adequada com o tema e com a coletânea.

  • Tipo de texto (gênero)
  • Tema
  • Coletânea: É um conjunto de textos de natureza diversa que serve de subsídio para o discurso que estará implícito na sua história, já que se trata da produção de uma narração.  Ela pode permitir várias vias de análise.Um bom aproveitamento da coletânea não significa referência a todos os textos. Espero, isso sim, que os elementos selecionados sejam articulados com a sua experiência de leitura e reflexão.
  • Fatores de anulação:
    • a) fugir ao recorte do tema na proposta escolhida;
    • b) desconsiderar completamente o enfoque da discussão proposta pela coletânea;
    • c) não atender ao tipo do texto ou gênero solicitado;
    • d) demonstrar desrespeito aos direitos humanos ou qualquer tipo de preconceito;
    • e) letra ilegível /utilização de lápis no texto definitivo.

HABILIDADE 2 (valor: 2,0)

Nesta habilidade será observado o domínio dos recursos da língua padrão (acentuação, ortografia, concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal…)

HABILIDADE 3 (valor: 2,0)

Nesta habilidade será observado o domínio dos mecanismos de coesão e as regras de coerência na construção das relações de sentido.

  • Coesão (1,0) – relações coesivas;
  • Coerência (1,0) – relações de sentido entre:
    • texto e coletânea;
    • texto e título;
    • criação de personagens, de espaço, de tempo.

HABILIDADE 4 (valor: 5,0)

Nesta habilidade será observada a compreensão, a seleção e interpretação de argumentos em relação ao tema dado, sobretudo a capacidade criativa de figurativizar, através dos elementos da narrativa, o discurso do autor. A pontuação será feita da seguinte forma:

  • Título (valor: 0,5)
  1. Referencial ou temático – 0,15;
  2. Senso comum, coerente ao texto – 0,3;
  3. Criativo, metafórico e coerente ao texto – 0,5.
  • Criação dos personagens, do tempo, espaço, conflito (valor: 4,5)
  1. Repete clichês, parafraseia a coletânea, não apresenta criação adequada dos elementos da narrativa, ausência de um projeto de texto, pouca reflexão – 1,0;
  2. Elementos da narrativa do senso comum, pouca criticidade, pouca criação dos detalhes, indícios superficiais de um projeto de texto – 2,0;
  3. Desenvolve bem o tema, mas com elementos narrativos previsíveis, embora que bem selecionados, com alguma criticidade, indícios de um projeto de texto. – 3,5;
  4. Desenvolve bem o tema, com elementos narrativos bem construídos que evidenciam a criação de um projeto de texto, detalhes; presença de criticidade e reflexão, criatividade e originalidade – 4,5.

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Reuni aqui as redações de quatro dos meus alunos do 3º ano de 2008, duas das quais já foram mostradas em sala. Lembrando que o vestibular passado pediu que os candidatos produzissem um artigo de opinião segundo o tema “O uso da tecnologia é paradoxal à vida saudável?”

Boa leitura!

Socorro, vovó!

Ah, a tecnologia! Em qualquer grande cidade está presente. Até mesmo nas ruas é fácil percebê-la: os tais MP3 viraram moda entre os jovens. Agora as novidades são os televisores de plasma, recém batizados no mercado brasileiro. É excitante ver como as propagandas relacionam beleza e jovialidade com as novas tecnologias, que saem a todo instante. Ser “high-tech” está na moda.

Pena que toda essa euforia não se reflete nos cuidados com a saúde. No último século o número de de crianças e jovens sedentários aumentou gritantemente. Não digo, pois, que isto é todo fruto da modernidade da época atual, mas sim de um equilíbrio entre vida digital e vida real que está comprometido.

No Brasil, em especial, é fácil perceber isto. Há 50 anos atrás as crianças brincavam nas ruas: pique-esconde, pular corda, futebol… Hoje já somos o segundo país que mais passa horas na internet, sendo em maioria os jovens e adolescentes os grandes responsáveis por tal posição. O sedentarismo aparece, então, como uma realidade.

Não sou, de forma alguma, contrário a essa modernidade. Aliás , penso que esta é fundamental à medicina e aos nossos lares. O que deve ser feito é equilibrar o uso delas para se ajustar a uma vida saudável. Há como conciliar saúde com tecnologia, mas para isso deve-se impor limites.

Penso o que meus avós falariam disso tudo. “O fim dos tempos” – proclamariam. Não quero acreditar nisso. Tenho certeza de que tal limite pode ser atingido, afinal, a tecnologia é criada para melhorar nossas vidas, não? Ah, se vovó estivesse viva…

Ricardo Gadótti Bedin (M4/2008)

Esta redação obteve nota 6,0.

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