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Archive for julho \20\UTC 2009

É importante fazer o projeto de texto antes de começar a produção do mesmo, pois o projeto permite uma análise séria e profunda da prova de redação e só uma análise séria e profunda da prova faz com que o texto a ser produzido fique adequado ao tema/gênero solicitado, além disso, o projeto permite que o aluno tenha uma visão de toda a redação antes dela estar pronta. Assim ao começar a escrever o produtor do texto saberá exatamente aonde quer chegar dando-lhe segurança ao ato de escrever.
Para alcançarmos a “receita milagrosa” acima, deveremos seguir os passos abaixo SEMPRE, não podemos nos dar ao luxo de não segui-los. Todos os passos por mais óbvio que possam parecer, precisam ser feitos, isto deve virar uma rotina. Todas às vezes, antes de começar a escrita, o planejamento deve ser feito.

1º) Ler a proposta e as instruções identificando os dados importantes para relacioná-los a seguir.

2º) Identificar o tema solicitado, o gênero pedido e relacioná-los.

3º) Ler a coletânea fazendo o levantamento das informações importantes em cada um dos textos.

4º) Definir as possibilidades de desenvolvimento da proposta levando em consideração a coletânea e o gênero solicitado. (pense pelo menos em duas possibilidades, e não se esqueça de que neste caso você estará definindo possibilidades de tese a serem desenvolvidas posteriormente)

5º) Relacione os fragmentos da coletânea às possibilidades de encaminhamento feitas na questão anterior observando qual fragmento da coletânea é adequado para qual possibilidade de encaminhamento de texto. (pode haver mais de um fragmento adequado para cada encaminhamento)

6º) Analisar as possibilidades desenvolvidas no item 3 e optar por uma delas para ser a tese do texto que você desenvolverá.

7º) Definido os questionamentos acima, pense como poderá ser a introdução do seu texto. Há algum fragmento da coletânea que poderá servir de base para a introdução? Qual? (Não se esqueça de que a introdução deve apenas apresentar o assunto a ser desenvolvido)

8º) Levando em consideração a tese que você escolheu no item 4, o que há na coletânea que lhe servirá de base argumentativa? Qual fragmento poderá ser usado na argumentação que dará sustentação à sua tese?

9º) Que outro conhecimento de mundo você tem para ser citado no seu texto para servir como referencial argumentativo? Não se esqueça de que informações sem referenciais adequados empobrecerão a redação.

10º) Com base na problemática apresentada por você, defina no máximo duas propostas de intervenção social para o problema. Defina proposta que seja possível e observe se há na coletânea algo que poderá servir de base para elaboração de tal proposta.

11°) Pense num título coerente com o seu posicionamento, às vezes o título poderá ser aproveitado no texto.

12º) Agora que você tem todos os passos definidos, é só escrever o texto atentando para os aspectos gramaticais e para os mecanismos lingüísticos, é claro que uma letra bem feita e a tinta ajudarão! Boa escrita.

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I – Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.
II – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
III – Selecionar, organizar, relacionar, interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
IV – Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.
V – Elaborar propostas de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

Modelo de Análise de Desempenho na Redação

Na redação, a nota global será dada pela média aritmética das notas atribuídas a cada uma das cinco Competências. A interpretação dessa nota será estruturada a partir de cada uma das cinco Competências, avaliadas numa escala de 0 (zero) a 100 (cem) pontos, conforme especificado a seguir.

I. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.

Na competência I, espera-se que o participante escolha o registro adequado a uma situação formal de produção de texto escrito. Na avaliação, serão considerados os fundamentos gramaticais do texto escrito, refletidos na utilização da norma culta em aspectos como: sintaxe de concordância, regência e colocação; pontuação; flexão; ortografia; e adequação de registro demonstrada, no desempenho lingüístico, de acordo com a situação formal de produção exigida.

II. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

O eixo da competência II reside na compreensão do tema que instaura uma problemática a respeito da qual se pede um texto escrito em prosa do tipo dissertativo-argumentativo. Por meio deste tipo de texto, analisam-se, interpretam-se e relacionam-se dados, informações e conceitos amplos, tendo-se por objetivo a construção de uma argumentação, em defesa de um ponto de vista.

III. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Na competência III, procura-se avaliar como o participante, em uma situação formal de interlocução, seleciona, organiza, relaciona e interpreta os dados, informações e conceitos necessários para defender sua perspectiva sobre o tema proposto.

IV. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.

Na competência IV, avalia-se a utilização de recursos coesivos da modalidade escrita, com vistas à adequada articulação dos argumentos, fatos e opiniões selecionadas para a defesa de um ponto de vista sobre o tema proposto. Serão considerados os mecanismos lingüísticos responsáveis pela construção da argumentação na superfície textual, tais como: coesão referencial; coesão lexical (sinônimos, hiperônimos, repetição, reiteração); e coesão gramatical (uso de conectivos, tempos verbais, pontuação, seqüência temporal, relações anafóricas, conectores intervocabulares, intersentenciais, interparágraficos).

V. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos.

Na competência V, verifica-se como o participante indicará as possíveis variáveis para solucionar a problemática desenvolvida, as propostas de intervenção apresentadas, qual a relação destas com o projeto desenvolvido sobre o tema proposto e a qualidade destas propostas, mais genéricas ou específicas, tendo por base a solidariedade humana e o respeito à diversidade de pontos de vista, eixos de uma sociedade democrática.

OBSERVAÇÃO; A REDAÇÃO SERÁ DESCONSIDERADA SE O PARTICIPANTE NÃO ATENDER AO TEMA PROPOSTO E À ESTRUTURA DE UM TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO.

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Esta leitura é sugerida para ajudar na produção de texto da semana.

Artigo publicado no Jornal do Brasil, em 28 de abril de 2005

* Jorge Werthein

Não há país que deixe de enfrentar grandes desafios e complexos problemas. Estes têm a vantagem de provocar, puxar os brios e colocar em marcha soluções à altura. Pequenos desafios conduzem a modestas respostas. Jovens de países que vivem o bem-estar social não raro se sentem desestimulados e lançam o olhar para outras partes do mundo, a fim de fazer algo que dê mais sentido às suas vidas. Assim, é muito positivo contar com extensas e grandiosas tarefas. No Brasil, secularmente, um dos reconhecidos problemas está na educação. Quando a escola passou a existir para muitos, Anísio Teixeira e outros denunciaram a existência da escola para os nossos filhos e da escola para os filhos dos outros. Antes, é claro, os filhos dos outros nem contavam com ela.

A denúncia atravessa os tempos, apesar de realizações de vulto, como a expansão quantitativa das matrículas. Porém, a cada comparação internacional, a cada divulgação dos resultados da educação básica no Brasil, renova-se o constrangimento: agora mesmo, no PISA 2003, que analisa o desempenho dos alunos de 15 anos de idade, o País continuou nas últimas posições. Em 2002, a população de 15 anos e mais tinha apenas 6,5 séries completas, isto é, não concluía as oito séries do ensino fundamental obrigatório. É claro que a variação em torno dessa média é muito ampla: nas áreas rurais não passava de 3,6 anos, ou seja, no quadro geral de pobreza, existem os muito pobres.

O Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), em 2003, revelava que cerca da metade dos alunos que chegavam à quarta série tinha grandes dificuldades em leitura. Pois bem, numa escala de 125 a 375, os alunos das escolas estaduais atingiram a média de 170; os das escolas municipais, 161, e os das escolas particulares 215. Como podemos ver, a tônica geral é a deficiência. Mesmo o que Anísio Teixeira chamava de escola dos nossos filhos (aqueles que podem pagar) não apresentava um desempenho brilhante, até porque, no seu conjunto, as escolas particulares não precisam fazer muito mais, já que as públicas não fazem tanto. Podemos, então, imaginar como vão as escolas dos menos favorecidos. A área rural, por exemplo, é atendida em grande parte pelas escolas municipais e os seus resultados têm sido os mais modestos.

Temos, desse modo, o cruzamento de dois tipos de pobreza: como um todo, comparada internacionalmente, a educação brasileira é pobre e é ainda mais pobre quando oferecida aos pobres. A perversidade deste conjunto chama a atenção para o paradoxo de um país que produziu gênios como Paulo Freire e tem uma educação marginalizadora.

Diante desse quadro nada mais oportuno do que a reflexão proposta pela Semana de Educação para Todos 2005, que tem como tema “Educar para Superar a Pobreza”. A UNESCO procura lembrar os compromissos da campanha Educação para Todos – caminho para um mundo mais igualitário e justo – que congrega os países em torno de metas, como a educação de qualidade para crianças e adultos. Este ano a ênfase da campanha está precisamente nas populações socialmente menos privilegiadas. Elas não precisam de caridade ou de padrões menos exigentes. Isto elas até já podem ter. Na verdade, elas necessitam de atenção e enfoques especiais que as conduzam, com dignidade, aos mesmos pontos de chegada, definidos para a escola. As tarefas não são fáceis. Todavia, o Brasil conta com os recursos, a capacidade e a consciência de lhes fazer face.

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