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Archive for fevereiro \28\UTC 2009

Leitura complementar: contos

A fim de que possamos nos aprofundar mais no conteúdo estudado nesta semana – o conto -, sugiro a leitura destes dois textos. O primeiro é exemplo de conto popular, e o segundo, de conto de fadas.

Página 2: Felicidade clandestina, de Clarice Lispector

Página 3: O gato de botas, de Charles Perrault.

Clique abaixo para ler:

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Como vimos no capítulo 07 da apostila Poliedro, escrever uma história é como tecer um tapete num tear: os fios ficam disponíveis, é preciso usá-los a todos, um a um e na ordem certa para desenhar antecipadamente o que se planejou.

Para não corrermos o risco de deixar algum fio solto dentro da história e perdermos com isso a coerência da narrativa, é necessário PLANEJARMOS a nossa história. Quando falamos em planejamento, não estamos falando em rascunho. Já que os dois processos são necessários. Primeiro, planeja-se; depois, rascunha-se.

O planejamento é primordial, pois através dele tem-se o domínio sobre o que se vai escrever, já que se tem a visão do todo da história, e tendo a visão do todo é possível saber quais detalhes devem ser explorados, quais podem ser suprimidos, quais recursos podem ser utilizados. É possível perceber se as partes do texto são coerentes entre si e a proposta.

Vamos, então, aos passos assinalados:

1º) Ler a proposta e as instruções identificando os dados importantes para relacioná-los a seguir.

2º) Ler o tema a coletânea fazendo o levantamento das informações importantes.

3º) Definir as possibilidades de desenvolvimento da proposta levando em consideração a coletânea e o gênero solicitado. (pelo menos duas possibilidades)

4º) Analisar as duas possibilidades desenvolvidas e optar por uma delas.

5º) Reler a coletânea identificando dados importantes referentes aos elementos da narrativa.( somente dados presentes na coletânea)

Narrador:

Personagens:

Espaço:

Tempo:

Outros:

6º) Definir o enredo do seu texto, ou seja, como você iniciará a história? Quem estará lá? Onde estará? O que acontecerá depois? Qual será o momento máximo do texto? Como terminará?

a)Seqüência Inicial:( personagens, espaço, tempo)

b) Desenvolvimento ( complicação e clímax):

c) Desfecho:

Título:

7º) Agora que seu texto está planejado, escreva a sua história. Ao fazer isto, não se esqueça dos detalhes importantes relativos ao uso da linguagem para o gênero solicitado.

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Estudo extra

O que torna o texto “Natal na barca” um conto? Há várias características. Identifique-as!!! Não deixe de observar os recursos da escrita utilizados pela autora, o jogo de sentido nas cores, o uso das maiúsculas no final do texto. Observe também como se dá a verossimilhança: interna ou externa?.

Bons estudos

Natal na barca

Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.

O velho, um bêbado esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um amigo invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.

Pensei em falar-lhe assim que entrei na barca. Mas já devíamos estar quase no fim da viagem e até aquele instante não me ocorrera dizer-lhe qualquer palavra. Nem combinava mesmo com a barca tão despojada, tão sem artifícios, a ociosidade de um diálogo. Estávamos sós. E o melhor ainda era não fazer nada, não dizer nada, apenas olhar o sulco negro que a embarcação ia fazendo no rio.

Debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro, silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos vivos. E era Natal.

A caixa de fósforos escapou-me das mãos e quase resvalou para o rio. Agachei-me para apanhá-la. Sentindo alguns respingos no rosto, inclinei-me mais até sentir as pontas dos dedos na água.

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Como estamos estudando, o processo da escrita envolve uma gama de conhecimentos e recursos que embelezam a mensagem nos sensibilizando. Delicie-se com o texto da Ingridy Peixoto ( 3º ano 2008) no qual ela faz um fantástico jogo metalingüístico, cheio de humor e graça!

Cecília: meu pretérito imperfeito

por Ingridy Peixoto – 3º D / M4

Interjeição! Sinal gráfico insuficiente e mesquinho! Como ousa minha gramática dizer que com elas, ou por meio delas, o emissor manifesta ao interlocutor o que sente?! Veja você se um ‘Valha-me Deus!’, um ‘Macacos me mordam!’ ou um ‘Viva!’ será capaz de manifestar tudo que sinto por Cecília.

Quando a vi pela primeira vez, Cecília tornou-se sinônimo de menina bonita. Hoje, Cecília é a palavra mais polissêmica do dicionário. É alegria, aversão, alívio, dor, desejo, espanto. Agora, diga-me: qual interjeição expressa tudo isso de uma vez só?

Sujeito. O famoso sujeito, o ser de quem se fala. Cecília é o sujeito de todas as minhas orações: coordenadas, subordinadas substantivas, adjetivas ou adverbiais. Cecília é sempre meu sujeito. Não! Minto! Ela é também agente da passiva: meu coração foi quebrado por Cecília. E meu coração, meu pobre coração é sujeito paciente. Quão paciente! Sofredor, demente, recorrente, inconseqüente!

Tornei-me um neologista. Cecília, originalmente um substantivo próprio (mas impróprio para mim), deu origem ao advérbio de modo ‘ceciliamente’ graças ao processo de derivação sufixal. Seu significado: de maneira violenta. Aplicação em uma frase: ‘Meu coração foi quebrado ceciliamente’.

No começo era tudo subjuntivo… se nos casássemos… quantos filhos teríamos… quantas vezes nos apaixonaríamos um pelo outro. Terminou em imperativo: ‘Nunca mais me apareça!’, ‘Vê se me esquece!’. É também impressionante como variam os vocativos de ‘meu bem’, ‘amor’ e ‘docinho’ para ‘idiota’, ‘frouxo’ e ‘vagabundo’.

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Em busca da nova humanidade

O calor infernal neste ano de 2174 contribui para o clima me parecer mais denso. O acúmulo de gás carbônico na atmosfera, ocorrido nos últimos séculos, é nosso atual vilão. Essas conclusões físico-químicas são constantes para mim, já que fui estruturado para o raciocínio em ciências exatas e biológicas. Sou um dos “caprichos” do Núcleo Central para o futuro da humanidade. Mas hoje, minha percepção de um clima carregado é muito mais referente ao que sinto, ao que penso.

E tudo isso é algo absolutamente novo e fascinante. São experiências não projetadas para nós. Terrivelmente distantes de nossa humanidade. Digo nós, porque somos quatro exemplares. Quatro resultados da aposta num futuro de estrita ordem, desenvolvimento e participação coletiva. A utopia maior do Núcleo Central. A eugenia suprema. A construção de um mundo perfeito.

O Núcleo Central propagou seus ideais baseado no grande caos em que a humanidade se encontrava. A miséria, a fome, a violência, as desigualdades e todos os males decorrentes. A desordem e os conflitos generalizados no planeta poderiam extinguir a raça humana. A atitude era necessária. Os Estados se tornaram nulos e todo planeta regido pelo Núcleo Central, com a tomada de decisões para o futuro da espécie humana. Esse foi o cerne do meu nascimento. Era preciso a adequação dos seres humanos para as atividades estipuladas, o que na maioria das vezes não acontecia. Ainda ganhavam destaque teorias de pequenas diferenças genéticas capazes de ampliar habilidades específicas. Idéia presente em grande parte das guerras anteriores e desenvolvida por alguns líderes remanescentes. Por sinal, muitos são os pensadores do Nucleo Central. Assim, após o desenvolvimento do acelerador genético, a aplicação dessas teorias foi possível e o resultado seria visível de imediato. Seria uma retomada gloriosa de Frankestein.

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Os textos que serão produzidos ao longo do ano de 2009, assim como nos anos anteriores, serão corrigidos com os critérios avaliativos utilizados na UFMT. Segue abaixo os detalhes desse critério.

HABILIDADE 1 (valor: 1,0)

Nesta habilidade será observado se houve o atendimento do gênero discursivo proposto com o domínio dos traços composicionais, bem como se houve uma interação adequada com o tema e com a coletânea.

  • Tipo de texto (gênero)
  • Tema
  • Coletânea: É um conjunto de textos de natureza diversa que serve de subsídio para o discurso que estará implícito na sua história, já que se trata da produção de uma narração.  Ela pode permitir várias vias de análise.Um bom aproveitamento da coletânea não significa referência a todos os textos. Espero, isso sim, que os elementos selecionados sejam articulados com a sua experiência de leitura e reflexão.
  • Fatores de anulação:
    • a) fugir ao recorte do tema na proposta escolhida;
    • b) desconsiderar completamente o enfoque da discussão proposta pela coletânea;
    • c) não atender ao tipo do texto ou gênero solicitado;
    • d) demonstrar desrespeito aos direitos humanos ou qualquer tipo de preconceito;
    • e) letra ilegível /utilização de lápis no texto definitivo.

HABILIDADE 2 (valor: 2,0)

Nesta habilidade será observado o domínio dos recursos da língua padrão (acentuação, ortografia, concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal…)

HABILIDADE 3 (valor: 2,0)

Nesta habilidade será observado o domínio dos mecanismos de coesão e as regras de coerência na construção das relações de sentido.

  • Coesão (1,0) – relações coesivas;
  • Coerência (1,0) – relações de sentido entre:
    • texto e coletânea;
    • texto e título;
    • criação de personagens, de espaço, de tempo.

HABILIDADE 4 (valor: 5,0)

Nesta habilidade será observada a compreensão, a seleção e interpretação de argumentos em relação ao tema dado, sobretudo a capacidade criativa de figurativizar, através dos elementos da narrativa, o discurso do autor. A pontuação será feita da seguinte forma:

  • Título (valor: 0,5)
  1. Referencial ou temático – 0,15;
  2. Senso comum, coerente ao texto – 0,3;
  3. Criativo, metafórico e coerente ao texto – 0,5.
  • Criação dos personagens, do tempo, espaço, conflito (valor: 4,5)
  1. Repete clichês, parafraseia a coletânea, não apresenta criação adequada dos elementos da narrativa, ausência de um projeto de texto, pouca reflexão – 1,0;
  2. Elementos da narrativa do senso comum, pouca criticidade, pouca criação dos detalhes, indícios superficiais de um projeto de texto – 2,0;
  3. Desenvolve bem o tema, mas com elementos narrativos previsíveis, embora que bem selecionados, com alguma criticidade, indícios de um projeto de texto. – 3,5;
  4. Desenvolve bem o tema, com elementos narrativos bem construídos que evidenciam a criação de um projeto de texto, detalhes; presença de criticidade e reflexão, criatividade e originalidade – 4,5.

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Mural de recados

8 de outubro, 2009

Caros alunos, como estamos estudando o gênero artigo de opinião, estou deixando várias sugestões de estudo para os “amantes da leitura”. Trata-se de excelentes artigos.Leia-os, observe a estruturação, o posicionamento, os argumentos, os recursos da escrita, enfim, O TEXTO.

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